Um site trilíngue, no ar em domínio próprio, desenhado e construído por mim e por uma IA, do primeiro commit ao texto de cada case. Dezoito sessões de trabalho, todas registradas enquanto aconteciam.
Eu comecei imaginando que a habilidade nova seria escrever bons pedidos. Não foi.
Ela leu a cor do pixel, e acertou só metade
Precisei extrair a paleta do design system e só tinha uma captura de tela. Os rótulos com o código eram texto pequeno demais: na imagem, manchas. Em vez de tentar decifrá-los, a IA leu a cor do pixel de cada amostra e devolveu a escala inteira.
Um dos degraus saiu #3381ff, exatamente o valor que eu já conhecia. Tomei o
encontro como prova de que o método estava certo.
Não era. Conferida depois contra a fonte real, a cor de marca estava exata nos vinte degraus. A escala de neutro, não: ela vai até 1100, e eu tinha registrado até 1000, com um degrau que não existe deslocando todos os outros.
O método confirma uma rampa cuja estrutura você já conhece. Ele não descobre a estrutura. Acertei onde eu já sabia a resposta, e foi exatamente ali que achei ter provado alguma coisa.
O rótulo é ilegível na origem e o código sai exato do outro lado, porque o que foi lido não foi o texto: foi a cor do pixel. Esta escala saiu certa nos vinte degraus. A de neutro, não.
Doze imagens bonitas, reprovadas por uma medida
Quis que o gato da marca atravessasse a tela andando. Pedi as poses para a IA, e elas vieram lindas.
Aí eu medi. Numa caminhada real a pata percorre de 35% a 45% do corpo entre um quadro e o seguinte. Nas doze imagens geradas, o curso ficava entre 5% e 16%. No tamanho em que o gato aparece no site, isso vira três pixels: eram doze vezes a mesma imagem.
Nada nelas parecia errado, e é esse o ponto. O que separou "bonito" de "funciona" foi escrever o critério de aceite em número antes de encomendar o material.
Nenhuma dessas perguntas tem resposta técnica
Escolher o problema. Quais cases entram, o que cada um precisa provar, o que fica de fora.
Ver o que está errado na tela. O título de um case cortado no meio da palavra. Uma capa que não conversava com a vizinha. Uma afirmação sobre estacionamento que só valia para a foto do exemplo. Nada disso quebra o build.
Responder o que não está em arquivo nenhum. Um dos cases parecia trabalho feito para uma empresa real, e nenhuma leitura do material resolveria a dúvida: só eu sabia que o briefing tinha vindo de um bootcamp. Essa resposta virou a espinha do case inteiro.
Um defeito que nenhum teste pega: o período nunca cedia espaço e engolia o nome do case. Em uma das telas medidas, sobrava um pixel para o título.
A parte que decide não ficou menor
Um case de trabalho ainda não foi escrito, e este aqui trata de um projeto que continua acontecendo. O log segue aberto.
O que já dá para dizer: a execução acelerou de verdade. A parte que decide se o resultado presta continua sendo minha, e ela não ficou menor. Ficou mais visível.
